GAMETERAPIA : Cura e entretenimento

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Depois do sucesso de alguns jogos utilizados como ferramentas educacionais, o investimento de games se expande agora em outra área: A medicina. A criação de jogos com o intuito de restabelecer habilidades metais e motoras dos pacientes em leito de hospital têm crescido ultimamente de acordo com que as pesquisas vão sendo realizadas e mostrando cada vez mais o potencial desta ferramenta em meio a sociedade. Vários games e softwares desenvolvidos exclusivamente para a esta área, tiveram grande sucesso em sua funcionalidade, de acordo com os estudos realizados em cima dos mesmos. Como é o caso do jogo Re-mission, considerado o primeiro game de ajuda a crianças e jovens, criado pela ONG HopeLab na Califórnia. O jogo é protagonizado por Roxxie uma Ciborg (meio-homem, meio-máquina) que leva o jogador a uma expedição pelo corpo de pacientes com diferentes tipos de câncer.

Ver Re-mission

Re-mission tem 20 estágios, onde o personagem terá que diagnosticar a doença e travar uma batalha pela vida, destruindo células cancerígenas, combatendo infecções e controlando os efeitos colaterais. Aproximadamente 375 pacientes entre 13 e 29 anos de centros médicos dos Estados Unidos, Canadá e Austrália, receberam e testaram o jogo. As melhoras foram significativas na qualidade de vida dos pacientes, os jovens mantiveram boas taxas de sangue após seções de quimioterapia, melhor receptividade de antibióticos, demonstraram saber mais sobre a doença e se dispuseram a participar de terapias.

No Hospital Vita em Curitiba, um aparelho de vídeo game era instalado no quarto de um dos pacientes duas vezes por dia. Durante as sessões de meia hora cada uma, o paciente jogava beisebol ao mesmo tempo em que fazia exercícios sob orientação do fisioterapeuta, ele precisava sincronizar a respiração com o movimento de rebater a bola virtual. O paciente sofre de fibrose cística, doença genética crônica que causa excesso de secreção nos pulmões. O jogo ajudou a ampliar sua capacidade pulmonar e também lhe fortaleceu os músculos e a autoestima.

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Quando surgiram os videogames, no anos 80, as acusações eram de que os mesmos incentivariam o sedentarismo, porém esta visão sofre uma reviravolta nos últimos três anos com o surgimento de consoles equipados com sensores de movimentos. Por isso o console Wii, da Nintendo, e o jogo Eye Toy do Playstation 2, da Sony, são bons exercícios físicos. A utilização terapêutica desses games começou dois anos atrás no Canadá. Hoje ocorre em pelo menos cinco outros países como complemento na reabilitação de pacientes com seqüelas de derrames cerebrais ou vítimas de doenças degenerativas, como Parkinson.

O pioneiro do Brasil foi o Hospital Vita, a reação dos pacientes foi entusiástica, “Nunca tinha visto pacientes tão afoitos para fazer exercícios”, diz Esperidião Elias Aquim, chefe do serviço de fisioterapia do hospital. Ele descobriu igualmente alguns riscos. “O esforço físico, somado à empolgação dos pacientes, pode fazer a pressão sanguínea subir perigosamente”, diz Aquim. Um dos jogos mais usados nos hospitais de todo o mundo é o Wii Fit. Ele tem 48 exercícios, orientados por um treinador virtual, para a tonificação de músculos, atividades aeróbicas, ioga e treinos de equilíbrio. O jogador fica numa pequena plataforma e dirige seu personagem virtual com movimentos do corpo.

IMC - Indíce de Massa Corporal

O jogo é acompanhado por uma balança eletrônica chamada Wii Balance Board, que, colocada no chão, serve como base para todos os exercícios. Ela também traz sensores que reconhecem todos os movimentos realizados pelo jogador e que medem o seu peso corporal e também o centro de gravidade – que permite detectar para qual lado pende o peso. Além disso, a Wii Balance Board exibe dados como o índice de massa corporal (IMC) e a idade real do jogador, baseada nos resultados do programa de treinamento escolhido.

No final do ano passado, o Instituto de Reabilitação Lucy Montoro, em São Paulo começou a usar Wii na terapia de pacientes hemiplégicos, pessoas com movimentos de um lado do corpo limitado por um derrame. Os resultados têm sido animadores, sobretudo pela capacidade do game de estimular a determinação do paciente. Na fisioterapia tradicional, os hemiplégicos realizam movimentos repetitivos e monótonos com pesos e aparelhos especiais.

Exemplos Wii FitO videogame não substitui essas técnicas, mas faz com que os exercícios fiquem mais divertidos. Além do mais a utilização da Gameterapia têm uma vantagem adicional, a terapia pode continuar em casa, com assistência de um fisioterapeuta, depois de ter recebido alta do hospital.

Para saber mais sobre sobre o Re-mission

Para ver o texto orginial CLIQUE AQUI

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4 Respostas to “GAMETERAPIA : Cura e entretenimento”

  1. Suênia Rafaela Says:

    Não é de hoje que a tecnologia é importante no desenvolvimento de curas, a nanotecnologia já é uma antiga parceira da medicina. Para aqueles que como eu ja falaram algumas vezes que jogo é coisa de viciado e de desocupado aí está a prova de que o jogo é um grande aliado das tecnologias inovadoras…
    Agora seria uma boa pedida aos estudantes de fisioterapia desenvolverem trabalhos mesclados com os estudantes de computação…

  2. Magno Medeiros Says:

    Tem pra febre?!
    =x

    Interessante, cada vez mais os video games invadindo a área da saúde.
    Em um post meu comentei sobre o uso deles para treinamentos de procedimentos cirurgicos: http://wp.me/pMlFv-3a

    Massa né!
    =D

  3. Videogames agora em: Reabilitação Motora « Console Acadêmico Says:

    […] um ponto para os games na área de GAMETERAPIA! Já estava na hora de dar um descanso ao Nintendo Wii, principal responsável por este novo […]

  4. Janice Says:

    Aqui na nossa clinica a gente usa o Fisiogames é muito bom.
    http://www.fisiogames.com.br

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