Games para Portadores de Necessidades Especiais – Accessible Games – Parte I

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Howdy !!!

Fazendo uma pesquisa para uma cadeira da universidade tive uma bela idéia, a modéstia não me deixa mentir. Decidi fazer um post sobre Accessible Games, ou seja, games acessíveis. Mas acessíveis à quem?

Acessíveis às pessoas diferentes de mim e de você. Pessoas com deficiência seja ela mental, visual, física ou auditiva.

Para minha surpresa e creio que para muitas pessoas também existem sim games para portadores de necessidades especiais visuais, mentais e físicos.

Pensamos muitas vezes também que os portadores de necessidades especiais auditivas não possuem tantas limitações para jogar videogames. Mas não é bem assim, a maioria dos jogos não possuem legendas, exceto no tutorial do game, então o jogador pode até jogar, mas não tem noção do que está fazendo. Não só por isso, mas também por que a maioria dos deficientes não aprendem outra língua. Levando isso em consideração, mesmo que tenha legenda não é possível entender a história de certos games ou mesmo o tutorial. Tá certo que na maioria das vezes o tutorial não é importante. Lógico que para jogar alguns jogos não é necessário saber da história, como jogos de luta. Mas pensar que não precisamos nos importar com essas pessoas é um egoísmo sem tamanho. Precisamos começar a nos importar e trabalhar em prol de uma inclusão cada vez maior dessas pessoas em nosso mundo.

Vou começar então pelos Games para portadores de necessidades especiais Visuais

Eu particularmente não tinha parado para pensar nisso até agora. Mas pessoas com deficiência visual jogam videogame também. E são bons jogadores.

Eu mesmo tenho conhecimento de duas pessoas que conseguiram feitos incríveis nos jogos eletrônicos, mesmo sendo portadores de necessidades especiais.

O primeiro se chama Jordan Verner, um garoto canadense fã do game “The Legend of Zelda: Ocarina of Time”, que resolveu procurar ajuda para jogar e se possível zerar esse game.

Ele então conseguiu a ajuda de um outro garoto pela internet, o norte-americano Roy Williams, que reuniu amigos para ajudar o jogador com deficiência visual.

Eles pensaram em ajudar da seguinte forma, segundo as palavras do próprio Roy:

“Cada vez que fazíamos qualquer movimento, como rolar, saltar, fazer qualquer coisa, nós digitamos no computador exatamente o que estamos fazendo”, explicou Williams à rede “WIS TV”, mostrando que ele e os amigos usaram vendas nos olhos para que pudessem sentir o jogo como Verner e outros portadores de necessidades especiais visuais.

O norte-americano, o Roy Williams, inclusive disse o porquê de ter feito esse esforço para ajudar o canadense.

“Quando eu era mais novo, um médico me disse que eu ia ficar cego, o que acabou não acontecendo, mas me assustou. Eu quis ajudá-lo a superar sua deficiência”, revelou Williams.

As instruções digitadas eram então enviadas para Verner, que conseguiu recebê-las em seu computador com o auxílio de um programa de voz. Dois anos e mais de cem mil combinações de teclas mais tarde, segundo o site “Kotaku”, o canadense finalmente “zerou” o jogo. “Eu me senti ótimo”, disse Verner, “Me senti forte. Senti que o céu é o limite”, completou.

Fonte principal dessa notícia: G1

O outro caso é ainda mais impressionante

Brice Mellen, um adolescente de 17 anos de Lincoln, Nebraska, é fã de videogames como qualquer garoto americano da sua idade. Mas um detalhe chama a atenção dos jovens que disputam e perdem partidas de Soul Calibur 2 contra ele em uma loja de games local: Brice é cego de nascença.

Com a posição dos menus dos jogos de luta gravados na cabeça e usando o som com referência do que acontece na tela, Brice se tornou imbatível nos jogos de luta, a ponto de confessar estar entediado de tanto derrotar seus colegas. O adolescente é constantemente desafiado pelos freqüentadores da loja DogTags Game Center, que jamais imaginam terem alguma dificuldade em vencer um cego. “Eu os enfrento, mas só se considerar que há desafio”, diz cheio de confiança. “Eu assusto o adversário jogando de costas.”

Brice começou a curtir games quando tinha 7 anos, e treinou bastante nos clássicos Asteroids e Space Invaders. Ele apenas sentou e tentou e tentou até conseguir, diz o pai do garoto, Larry Mellen. Ele nunca reclamou com ninguém quanto à dificuldade.

Prestes a concluir o segundo grau, Brice já sabe a carreira que irá seguir na faculdade: quer ser designer de games.

Fonte principal dessa notícia: USA Today

Vamos falar então dos games desenvolvidos para portadores de necessidades especiais Visuais.

O jogo se chama “Onae, a aventura de Zoe”, foi desenvolvido pela Organização Nacional de Cegos Espanhóis (Cidat – Once).

O jogo permite que cegos e pessoas que tem uma visão normal joguem igualmente. As vezes até com vantagens para nossos amigos, portadores de necessidades especiais visuais.

Você deve estar pensando: “Como isso é possível?”

Vamos a história do Game.

No game, a personagem Zoe é uma jovem estudante de geologia que trabalha em uma mina recolhendo amostras e que, no meio de um terremoto, vai parar em um mundo povoado por uma civilização desconhecida.

Ela, então, é obrigada a cumprir várias provas para sair desse outro mundo.

O novo jogo é o primeiro em terceira dimensão disponível no mercado. Além disso, sua tecnologia permite que uma pessoa cega jogue “quase nas mesmas condições que uma que enxerga”. Para isso, os efeitos sonoros são potencializados ao máximo, diz o diretor do Cidat.

“Com o sistema, uma pessoa cega, através da audição, tem mais informação que uma que enxerga, já que o elemento sonoro o ajuda a ter certas vantagens e a avançar dentro do jogo”, afirma.

“O jogo se passa em um formigueiro praticamente às escuras, no qual é preciso se movimentar superando obstáculos como paredes e portas e resolvendo situações”, diz Pérez.

Nesse mundo de galerias com pouca luz, “a pessoa que enxerga tem dificuldade de se movimentar com agilidade”, e por isso, os sons são a pista fundamental.

Abaixo se encontra um vídeo gameplay do game.

Segundo os desenvolvedores além de toda a informação sonora no game, existem teclas de apoio que ajudam o jogador saber onde se encontra e que na maioria das vezes o cenário não representa vantagem nenhuma.

Segundo o diretor da empresa desenvolvedora, Vector: “Há situações nas quais é preciso escolher um som e, se o jogador se guia pela visão, vai se enganar”

“Pelo contrário, há situações nas quais enxergar atrapalha”, acrescenta.

Basicamente no jogo existem as “rotas de som”. Os jogadores cegos ouvem um apitinho e, pela freqüência e a velocidade, sabem onde o objeto está.

Fonte principal: Terra

Os games para portadores de necessidades especiais os ajudam também a mapearem o mundo real.

A realidade virtual pode permitir que usuários de videogames escapem do mundo real, mas um grupo de pesquisadores está utilizando seus recursos para ajudar os portadores de necessidades especiais a voltarem ao mundo real, navegando por lugares que realmente existem.

Pesquisadores da Universidade do Chile e da Harvard Medical School estão utilizando jogos de computadores baseados em som que permitem que os jogadores naveguem por um labirinto, um sistema de metrô e edifícios reais, com base em indicações auditivas.

Os usuários partir desses jogos aprendem tanto a construir um mapa cognitivo espacial daquilo que os cerca, ajudando crianças com deficiências visuais a desenvolver capacidades espaciais, cognitivas e sociais, como permite que estes mesmos usuários avaliem edificações desconhecidas virtualmente antes de percorrê-las na vida real.

Fonte Principal: Mundo Cegal

Bem pessoal, eu queria falar mais sobre outros tipos de games para inclusão dos deficientes mas infelizmente o post já está muito grande e pode estimular a não leitura do mesmo. Para tanto decidi agora dividir esse tem em outros posts. Nas próximas semanas vou mate-los informados sobre os Accessible Games.

Que essa série nos leve a pensar mais nas pessoas com deficiência, mas não pensar com pena, mas pensar que elas precisam que as pessoas lembrem-se delas e os ajude a ter uma vida normal como a nossa. Que os ajudem a se sentir incluídos em todas as áreas da sociedade de fato.

Para quem se interessar pelo assunto acessem:

Game Accessibility

É um site que se dedica principalmente a divulgar pesquisas sobre jogos para portadores de necessidades especiais físicas, auditivas, visuais e mentais. É muito bom.

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4 Respostas to “Games para Portadores de Necessidades Especiais – Accessible Games – Parte I”

  1. Magno Medeiros Says:

    O post ficou muito bom Moises.
    Pena que você tratou de um assunto que eu estava me preparando e pesquisando para falar tbm.

    Isso desde o comentário de Stevie Wonder durante o Video Game Awards 2009: “10% da população mundial tem alguma deficiência. Eu, como parte desses 10%, que totalizam cerca de 650 milhôes de pessoas, quero ver as empresas que fazem os vídeo games torná-los acessíveis, para que gente como eu possa curti-los também.”

    Mas eu perdoo, ficou muito boa a postagem.
    =)

  2. Bob Mota Says:

    hehehehehehe. Desculpa. Foi um assunto que foi me passado para fazer um seminário, aí me empolguei e fiz o post. Mas não impede de tu falar não, é só não falar o que eu falei exatamente.

  3. Vanessa Portugal Says:

    Isso não é o meu mundinho,mas dá muito gosto quando eu venho visitar vcs..e tem coisas interessantes desse tipo por aki..Parabéns Moisés…Abçs

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