Accessible Game – Exemplo game educacional para portadores de necessidades especiais

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Howdy!?!

Queridos leitores, eu sinceramente achei o meu último post incompleto. Você pode dar sua opnião a respeito, clique aqui. Incompleto porque eu penso que não tenha explorado bem o assunto: Games para portadores de necessidades especiais auditivas. Então resolvi dar uma pausa na série e divulgar uma pesquisa sobre um game educacional direcionado para esse público.

Não sei se você parou para pensar mas geralmente pessoas que não escutam bem, ou não escutam, geralmente não desenvolvem a fala. Isso por que para que você desenvolva bem a fala, você precisa ouvir sons de palavras, letras, expressões, enfim. A fala geralmente se desenvolve quando somos crianças. Desde quando éramos bebês aprendemos a escutar o que os mais velhos dizem e assimilar sons a objetos, pessoas, lugares, etc. Depois de ter escutado e assimilado bastante começamos então a dar os primeiros passos a comunicação por meio da fala.  Começamos a chamar nossos pais, a dizer o que queremos, a nos expressar de uma forma geral.

Então imagine crianças que possuem dificuldades em ouvir, ou que não ouvem, quão difícil é, ou praticamente impossível dela aprender a se comunicar pela fala. Ela não escuta bem ou não escuta os sons do mundo a sua a volta e não consegue assimilar os sons as palavras, letras, objetos e etc.

Numa tentativa de ajudar essas pessoas a se comunicarem com todas as pessoas que escutam e que não sabem LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais) foi desenvolvido os aparelhos auditivos.

No entanto esses aparelhos não são totalmente eficientes, ajudam, mas não tanto quanto deveriam para que algunas pessoas desenvolvam a fala. “Abre parênteses”. O mundo da audição é tão interessante. Recentemente fiz uma pesquisa sobre perdas auditivas. E tive que ler bastante a respeito da audição e os prejuízos da sua falta. As perdas auditivas diferem basicamente entre perdas condutivas e perdas neurossensoriais. As perdas condutivas são quando o indivíduo tem alguma obstrução no canal por onde o som é conduzido até o nervo responsável por transmitir o som ao cérebro. Em uma parte dos casos uma cirurgia pode resolver o problema, em outras não. A perda auditiva neurossensorial é quando o nervo auditivo está danificado e nesse caso não tem solução, nem com aparelhos auditivos você consegue ter uma audição normal. “Fecha parênteses”. Fora o problema das perdas auditivas, temos o problema da idade em que o paciente adquire o aparelho auditivo, quando o mesmo é suficiente para promover uma audição perto do normal. Muitas vezes algumas pessoas adquirem o aparelho velhos demais, e precisam aprender a assimilar sons palavras e etc. Algumas dessas pessoas preferem se isolar, não desenvolver o convívio com outras pessoas por não conseguir se comunicar com a maioria delas. O número de pessoas com que se tem contato é bem reduzido nesse caso. Então, como ajudar essas pessoas? Um bom auxílio é …. adivinhem….através dos games. Os jogos em grupo tem uma grande importância na construção da vida em sociedade do indivíduo. Portanto é um grande estimulante no desenvolvimento da fala. Durante um jogo, as crianças são obrigadas a se comunicar, e fonoaudiólogos e psicólogos identificaram que existe uma relação percepção sensorial, função motora e da linguagem. De acordo com a neurociência, há fortes indícios de que movimento e linguagem partilham da mesma estrutura do sistema nervoso. Então além de construir jogos para pessoas com esse tipo de necessidade especial, é interessante desenvolver jogos que unam movimento e aprendizagem relacionada a fala. Não apenas aprendizagem relacionada a fala. Quatro pesquisadores de universidades, centros de pesquisas e faculdades dinamarquesas. Desenvolveram o Stepstone – um tapete interativo para crianças com deficiências auditivas e que possuem implante auditivo. O Stepstone é basicamente uma placa de vidro sobre um plano de projeção, dividido em quatro quadrantes, que ficam sobre um fosso. Nesse fosso existem quatro webcams conectadas a um computador direcionadas para a placa. Com a finalidade de captar os movimentos de quem pisa sobre a placa. Existem um projetor de imagens ligado ao mesmo computador que está ligado as webcams e controla todos os aspectos do game. Abaixo a imagem do fosso.

O Stepstone é um jogo educativo coletivo e multi-player, de 1 a 4 pessoas, em que o objetivo é acumular o máximo de ponto possíveis num determinado tempo respondendo corretamente as perguntas apresentadas, que pode ser jogado em grupos ou individualmente.

Neste cenário específico, a configuração é um ambiente de praia com quatro praias nos cantos no meio de um mar cheio de piranhas e as “pedras” em que os jogadores podem pisar.

Inicialmente, os jogadores vão para os cantos e esperam ser registrados no sistema. Depois de alguns segundos o jogo e o sistema começam a fazer a primeira pergunta, a resposta pode aparecer como imagens ou texto. Os jogadores devem agora escolher as respostas corretas, colocando as mãos e os pés sobre as pedras dentro do tempo determinado. O desafio pode ser a construção de uma frase, reconhecer e  combinar um padrão ou um objeto, reconhecer um som e combiná-lo a objetos, fazer associações.

A intenção é fazer com que os jogadores sejam estimulados a utilizar a fala como principal comunicação, já que as mãos e os pés estarão ocupados. Os jogadores nesse tipo de jogo são estimulados a assimilar sons a imagens, palavras e letras. Os professores também podem participar controlando a dificuldade introduzindo ruídos nos sons emitidos pelo game, ou podem participar com os jogadores e auxiliá-los no game. Os ambientes ainda podem ser customizados, podemos colocar no lugar da praia, uma savana, uma selva, enfim. As possibilidades são imensas, esse é só um exemplo do que pode ser feito com esse game. Como podem ver, o jogo estimula, interação social, movimentos corporais, e fala. Tudo num só game e de forma bastante divertida.

Uma das coisas mais importantes na minha opinião é a interação social que o jogo promove. Ele estimula a comunicação entre os jogadores, principalmente se for uma partida em grupo. E com mãos e pés ocupados eles precisam se comunicar através da fala, mesmo que não a tenha desenvolvida. Sendo esse o principal foco do game, estimular a fala em pessoas que utilizam o aparelho auditivo, ensiná-las a ouvir mesmo que com dificuldade e dar a oportunidade a essas pessoas de não dependerem apenas da LIBRAS. E assim terem um ciclo social maior. Uma inclusão social definitiva. Para quem se interessar pelo estudo eis sites relacionados a pesquisa.

IGame Floor:

http://portal.acm.org/citation.cfm?id=1255061

Link do pdf:

http://www.interactivespaces.net/data/uploads/papers/55.pdf

Até a próxima a semana, com mais Accessible Games.

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